quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
O "Merchan" do Carnaval!
O carnaval deste ano não só marcou pela presença das grandes musas e dos belíssimos carros alegóricos, mas também da presença de grandes empresas que patrocinaram o samba-enredo da maioria das escolas de samba, tanto do Rio como de São Paulo.
Com desfiles cada vez mais caros, alguns chegam a custar algo em torno de R$ 10 milhões, as escolas de samba encontraram como saída a ajuda de grandes marcas. É o caso da tradicional escola de samba do Rio de Janeiro, a Mangueira. No ano em que Jamelão, um dos maiores intérpretes da escola, completaria 100 anos caso estivesse vivo, a escola preferiu levar à Sapucaí a história de Cuiabá, capital de Mato Grosso, ao contrário da figura mais importante da Mangueira desde sua fundação. É claro que, isso lhe trouxe um retorno considerável: R$ 3,6 milhões.
"O repasse da Liga para as escolas, mal dá conta da metade dos gastos. Falta dinheiro para viabilizar". explica o vice-presidente de marketing da Mocidade Independente de Padre Miguel, Wallace Barros. Em 2013, a escola falou do Rock In Rio, sendo que parte dos custos foi financiado pela produção do festival de rock, que acontecerá no final deste ano no Rio de Janeiro.
Para Barros, que defende o patrocínio, a presença das grandes marcas ajuda a afastar a presença de bicheiros, mesmo que algumas ainda possuem algum receio. Mas entre os benefícios ele ressalta, "É a maior festa popular do mundo. E em termos de exposição, é maravilhoso".
Mesmo com a presença do patrocínio, as escolas de samba têm que se virar para não transformar a apresentação em uma grande publicidade ao céu aberto. Uma vez que, o regulamento dos desfiles não permite exposição de nenhuma marca através das escolas. Foi o caso da Rosas de Ouro, em 2010, que teve que mudar o seu samba-enredo na última hora. A letra fazia referência ao seu patrocinador na época, a Cacau Show, e o refrão que dizia "o cacau é show" virou "o cacau chegou".
Essa preocupação da presença das grandes marcas nos desfiles também deve ser das escolas, já que essa ação de marketing apresentada para o público de forma grosseira pode cair em desgosto, fazendo com que a escola perca qualidade e pontos fundamentais para a sua conquista.
Fonte: www.exame.com.br / www.extra.uol.com.br
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